Balanço SPFW: Dia 04

O quarto dia do São Paulo Fashion Week contou com mais sete desfiles, com destaque para as marcas emergentes que estão em suas primeiras apresentações no evento. Confira abaixo o que inspirou cada coleção.

Aluf (Projeto Estufa)

Em sua segunda apresentação no SPFW pelo Projeto Estufa, a marca minimalista Aluf usou o conceito de Inconscientes Coletivos do psicanalista Carl Jung. Essa inspiração foi refletida principalmente nos materiais, que exploraram a transparência de diferentes formas, ora através de organzas de seda, ora em bordados e aviamentos feitos de vidro. A coleção também trouxe a primeira estampa da marca, que ilustra o reflexo da luz na água.

Victor Hugo Mattos (Projeto Estufa)

Enquanto a Aluf se destaca pelo minimalismo, a marca homônima de Victor Hugo Mattos tem chamado atenção justamente pelo o oposto, o maximalismo. Os headpieces, colares e body jewellery criados pelo designer, agora são acompanhados por peças de vestuário, tão decoradas quanto os acessórios. Além disso, nessa temporada, eles são trabalhados em uma cartela mais fechada e escura.

Cacete Company

Inspirado no “culto a tecnologia” que vivemos atualmente, a segunda coleção da Cacete Company no SPFW trouxe uma cartela neutra, composta apenas por preto, branco e marinho. Ao mesmo tempo, o estilista apostou em uma gama extensa de materiais. Esses incluíram veludo, seda, sarjas, tricôs, nylon e muitos outros. A inspiração do streetwear, que faz parte do DNA da marca, continuou presente, notada nos conjuntos tracksuit e nas silhuetas amplas.

Top 5: Borana

Os anos 70 forma usados como ponto de partida da coleção de moda praia da Borana, que escolheu deixar as silhuetas típicas da década de lado, mas usar principalmente a ideia de “paz e amor” que permeava a época. Assim, uma influência do reggae pode ser percebida, através da cartela de cores e da valorização dos materiais e técnicas artesanais.

Neriage

Estreante no evento, a Neriage se inspirou na dança e nas possibilidades de expressão. O resultado disso foram peças desconstruídas feitas com volume contido. Efeitos como o plissado e os materiais leves, por vezes transparentes, reforçam a ideia de movimento. A cartela também reflete o mundo da dança, com o branco e bege, acompanhados do vermelho.

Handred

Intitulada Rio Vermelho, André Namitala se baseou na Bahia para criar sua coleção. Os materiais foram exclusivamente fibras naturais, como o linho e a seda, atualizados com bordados e cortes a laser. A cartela de cores foi outro ponto alto, composta por tons quentes como o laranja e vermelho, além dos neutros que valorizam tais tecidos naturais.

Triya

O misticismo do Vale Sagrado foi o ponto de partida da apresentação da Triya, e resultou em uma coleção comercial, repleta de tendências do momento que apontamos na Use Fashion. Alguns exemplos são o tie-dye e o próprio misticismo, visto em peças bordadas com símbolos dos cosmos.

Imagens: Zé Takahashi / Ag. Fotosite